Homens tentam embarcar com 40 cobras na bagagem

Dois homens foram presos no aeroporto de Jacarta, na Indonésia, quando tentavam embarcar para Dubai levando 40 serpentes na bagagem de mão.

A segurança apreendeu as pítons, que estavam sedadas, quando os homens tentavam passar pelo raio-X.


Segundo a agência Associated Press, os acusados disseram à polícia que o objetivo era vender os animais a colecionadores nos Emirados Árabes.

Em declarações reproduzidas no jornal "Jakarta Post", o porta-voz do aeroporto, Salahudin Rafi, explicou que os contrabandistas aplicam sedativos aos animais para que não sejam detectados no raio-X.

"Em nome da segurança de voo, não é permitido que animais sejam trazidos para dentro da aeronave sem permissão e sem cuidados especiais. Nós normalmente colocamos os animais no bagageiro. As pítons estão entre os animais proibidos", disse o porta-voz.

Se forem condenados por contrabando, os acusados podem pegar até sete anos de prisão.

Os animais foram levados para o centro de quarentena do aeroporto.
Fonte: BBC Brasil

Cobra venenosa capaz de matar homem em 15 minutos foge de zoológico

Os nova-iorquinos acordaram nesta segunda-feira com um susto: uma das cobras mais venenosas do mundo escapou do Zoológico do Bronx. De acordo com jornais locais, a cobra egípcia (cujo veneno tem capacidade de matar um homem em apenas 15 minutos) teria fugido de sua jaula na última sexta-feira. A notícia transformou o animal em celebridade. Ela foi apelidada carinhosamente de "Cobra-dini" pelos tablóides da cidade.

Funcionários do zoológico contaram que o réptil de cerca de meio metro não deve ter ido muito longe dos arredores do parque. O local onde cobras eram expostas ao público foi fechado e deve permanecer isolado até que se encontre o animal.

Na entrada, os visitantes se deparam com um letreiro: "'O Mundo dos Répteis' está fechado, pois foi observado o desaparecimento de uma cobra egípcia". O aviso foi o suficiente para jornais locais sufocarem o diretor do zoológico, Jim Breheny, em busca de mais informações.

— Para entender a situação, é preciso compreender as cobras. Ao sair de sua jaula, o réptil provavelmente se sentiu vulnerável e foi à procura de um local seguro para se esconder. Quando ele ficar com fome ou sede, vai começar a andar pelo prédio. Assim que isso acontecer, vamos estar prontas para recapturá-la — explicou Breheny em um enunciado por escrito.

Para o diretor, a natureza reclusa da espécie e o clima da cidade já seriam suficiente para impedir que a cobra saía do edifício onde fica sua jaula, oferecendo pouco perigo aos nova-iorquinos.
Fonte: Jornal Extra

Laudo do IC diz que incêndio no Instituto Butantan foi provocado por superaquecimento

Após quase um ano, o IC (Instituto de Criminalística) da Polícia Técnico Científica, concluiu o laudo sobre o incêndio que destruiu a coleção de 85 mil cobras do Instituto Butantan, na zona oeste de São Paulo. De acordo com o documento, o acidente começou “por conta de pedras de calor, que superaqueceram”. As informações foram repassadas pela SSP (Secretaria de Segurança Pública).

O documento também aponta que a causa foi acidental. As pedras de calor eram utilizadas em ambientes artificiais para aquecer as cobras. Todas as testemunhas foram ouvidas, segundo a SSP. O inquérito policial foi relatado à Justiça na segunda-feira (21).


O fogo destruiu a maior coleção de cobras dos trópicos do mundo em 15 de maio de 2010. No início das investigações, foi levantada a hipótese de o fogo ter começado por um curto-circuito, logo após a chave de luz ter sido religada.

Além dos répteis, amostras de aranhas e escorpiões também foram consumidas pelas chamas.
Fonte: Portal R7

O que fazer quando encontrar uma cobra em casa?

Relatos de serpentes sendo encontradas nas proximidades de residências, quer seja na cidade ou no campo, são frequentes nos meios de comunicação. Quando isso acontece as pessoas ficam em geral amedrontadas, em estado de pânico. Não é incomum também sempre ter alguém valente que, lançando mão de um bom tacape, quer acertar a todo custo o bicho. Neste caso a cabeça do animal é a parte visada pois acreditam que uma serpente só morre quando acertada a cabeça do animal (o que é um mito).


Aproveitamos aqui para lembrar que segundo artigo 29 da Lei nº 9.605/1998 matar espécimes da fauna silvestre, nativos ou em rota migratória, sem a devida permissão, licença ou autorização é passível de punição com detenção de seis meses a um ano, e multa.

Mas então o que fazer no caso de um encontro com uma serpente no ambiente urbano ou rural? O recomendado é que você entre em contato com os bombeiros (através do telefone 193) ou a Polícia Florestal (através do telefone 190) de seu estado para que eles possam fazer a devida remoção do animal e encaminha-lo para a autoridade competente. Deste modo não há nenhum risco de ocorrer um acidente ofídico caso a espécie seja venenosa ou da pessoa incorrer em um crime ambiental ao matar o animal.
Fonte: Blog do Nurof

Cobra morre depois de morder peito siliconado

A modelo israelense Orit Fox, famosa pelos seios turbinados com próteses de silicone, levou uma mordida de cobra no peito durante um ensaio fotográfico. A cobra morreu por envenenamento.


Ela estava tirando fotos para uma rádio israelense com uma cobra, quando o réptil estranhou o peitão e lascou uma mordida no peito esquerdo.

Foi reportado que Fox foi encaminhada ao hospital e recebeu uma injeção anti-tetânica e passa bem. A cobra não teve a mesma sorte e acabou morrendo envenenada. Supostamente envenenada pelo contato como silicone.

Veja o vídeo:


Fonte: Vírgula.com

Veneno de cobra destrói célula de tumor em teste

É provável que o mero nome da jararacuçu (Bothrops jararacussu) cause arrepios em quem teme serpentes. O veneno do réptil, contudo, pode se revelar uma arma valiosa contra o câncer.

Os indícios, obtidos em laboratório, ainda são preliminares. Uma proteína isolada na peçonha da jararacuçu parece capaz de se ligar a células tumorais e forçá-las ao suicídio, por exemplo.

Os resultados vêm do trabalho de duas pesquisadoras da PUC-PR (Pontifícia Universidade Católica do Paraná), cujo próximo desafio é entender, em detalhes, a interação da proteína do veneno com as células do câncer.


"Ninguém ainda entrou na célula para ver como a molécula faz isso, onde ela se liga", disse à Folha a bióloga Selene Esposito, que investiga o tema junto com Andréa Novais Moreno.

A dupla tem em comum o interesse pelo grupo de proteínas ao qual pertence a BJcuL (apelido da molécula de veneno). São as lectinas, cuja estrutura e função sugerem uma série de aplicações médicas, diz Esposito.

RECONHECE E GRUDA

"Elas são basicamente moléculas de reconhecimento", conta a bióloga. O mais comum é que as lectinas estejam localizadas na superfície celular, embora também seja possível encontrá-las no interior das células.

De um jeito ou de outro, o papel das lectinas costuma ser o de reconhecer certos tipos de moléculas de açúcar e se ligar a elas, desencadeando sinais específicos, como a ativação do sistema imunológico (de defesa) do corpo.

Era razoável imaginar que as lectinas poderiam agir contra o câncer porque há anomalias nas moléculas de açúcar produzidas pelos tumores. Justamente por serem sensíveis a açúcares, as lectinas poderiam reconhecer a mudança e sabotar o câncer.

É justamente isso que a dupla da PUC-PR tem visto ao estudar alguns tipos de lectinas, como uma molécula produzida pela jaca e a BJcuL (sigla que significa "lectina de Bothrops jararacussu").

Primeiro, a proteína do veneno consegue estimular várias facetas do sistema imunológico. O mais interessante, porém, veio com o efeito da substância contra células de câncer do estômago e de tumores do cólon (intestino grosso). Nesses casos, a BJcuL induz a apoptose, ou morte celular programada.

Além disso, a lectina também afeta a integridade da membrana que envolve a célula tumoral, ou causa danos a seu núcleo, o centro de comando celular, onde está aninhado o DNA.

A esperança é que a especificidade da ligação da lectina com as células de câncer impeça efeitos colaterais, como os da quimioterapia tradicional. Mas serão necessários muitos testes antes do possível uso em pacientes.
Fonte: Folha de São Paulo

Cobras são encontradas dentro de caixa nos Correios

Um rapaz de 18 anos foi preso em flagrante quando tentava retirar uma encomenda nos Correios na manhã desta sexta-feira (18), em Uraí, no Norte do Paraná. Dentro do pacote, que vinha do Rio de Janeiro, foram encontradas sete cobras exóticas, que de acordo com técnicos do Ibama são comuns em lavouras de milho dos Estados Unidos.

Os funcionários da agência teriam recebido uma denúncia anônima e acionado o Ibama e a Polícia Federal.


Na casa do rapaz, a Polícia Federal encontrou outras cinco cobras da mesma espécie, uma jiboia com 1,5 m de comprimento, quatro jabotis, cágados, um esquilo e dois jacarés empalhados. Também foram apreendidas armas de caça.

O rapaz foi encaminhado para a Polícia Federal em Londrina, prestou depoimento e foi liberado em seguida. Ele deve responder por pelo menos dois crimes ambientais.
Fonte: Portal G1

Sucuri causa acidente com 5 mortos na BR-364

O acidente aconteceu na divisa entre os Estados do Acre e Rondônia. Segundo testemunhas, o condutor de um carro modelo Honda Civic, de cor vermelha com placa DDM 3903, teria tentado desviar de uma cobra sucuri quando causou a colisão contra um caminhão transportador de refrigerantes.


O impacto da colisão causou uma explosão que ceifou a vida de todos aqueles que estavam no carro. Cerca de cinco pessoas estavam no carro no momento do acidente; um casal de Porto Velho, o filho, a namorada do filho, além de uma amigo da família. As vítimas retornavam da cidade de Cobija, na Bolívia, país que faz fronteira com o Estado do Acre, onde realizaram compras e voltavam para Rondônia.

Além das vítimas, a cobra sucuri que estava prenha também morreu, deixando no local as marcas do grave acidente. O motorista do caminhão Carlos Eduardo Guimarães da Silva, 26, morador de Rio Branco, Acre, não quis se pronunciar, mas sua família alega que o que ocorreu foi uma fatalidade, considerando que o mesmo é experiente no trajeto. O motorista do caminhão estava na companhia de um amigos, ambos tiveram ferimentos leves.


Os corpos das vítimas foram levados pelos peritos do Instituto Médico Legal - IML, da cidade de Porto Velho em Rondônia. Membros da família já foram ao IML para tentar identificar os corpos. De acordo com os peritos, será necessário um exame de DNA, pois os corpos estão carbonizados.

Fonte: O Combatente

Período chuvoso provoca aumento de acidentes com animais peçonhentos

As ocorrências envolvendo acidentes com animais peçonhentos sempre aumentam na época das chuvas, que vai de novembro a abril em Mato Grosso. No ano de 2011, dados parciais do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde foram 269 notificações de acidentes por animais peçonhentos como serpentes, escorpiões, aranhas, abelhas, lagartas e peixes (Arraia) e 01 registro de óbito. Em 2010, o total de notificações foi de 2.154 casos (dados parciais), com 06 registros de óbito em todo o Estado.


Em 2009 foram notificados 2.059 casos e 13 óbitos. Já em 2008 esse número foi de 1.807 ocorrências com 10 óbitos. Em 2007 foi de 1.665 com 05 óbitos. A maioria dos acidentes foi notificada como tendo ocorrido na zona rural e as vítimas eram homens.

Por isso a técnica responsável pelo Programa Estadual de Vigilância de Acidentes por Animais Peçonhentos, da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES/MT), bióloga Sandra Carolina Vilela Lima, aproveita a ocasião para informar o que pode ser feito quando se deparar com esses animais e relembra a necessidade de adoção de alguns cuidados básicos para prevenir e evitar as ocorrências de acidentes envolvendo animais peçonhentos.

“Nos municípios da Baixada Cuiabana os moradores que encontrarem escorpiões, aranhas e outros animais peçonhentos em seus quintais ou residências devem acionar o serviço de capturas desses animais, no Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), pelo telefone 3617-1680. Caso seja uma serpente, o Corpo de Bombeiros local deve ser contatado”, recomendou Sandra Lima.

Já no interior do Estado, o procedimento envolve recorrer também ao Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), se o município tiver esse serviço estruturado. Não havendo um CCZ estruturado no município os moradores podem chamar o Corpo de Bombeiros local, solicitando uma captura de animais peçonhentos.

Sandra Lima explicou que “as consequências de uma picada de animal peçonhento variam de acordo com a espécie do animal agressor, mas em idosos e crianças de até 10 anos os efeitos e sequelas costumam ser mais intensos e sérios. Por isso a importância das medidas de prevenção, bem como a divulgação de orientações sobre os principais animais peçonhentos em Mato Grosso”.

ESCORPIÕES - Segundo Sandra Lima, a espécie de escorpião que mais preocupa, no Estado, é o Escorpião Negro (Tityus paraensis). O acidente com este escorpião provoca dor imediata com variação de intensidade de pessoa a pessoa. Em casos mais graves pode apresentar náuseas, vômitos, alteração da pressão sanguínea, agitação e falta de ar. Os mais vulneráveis são as crianças de até 07 anos, os idosos e pessoas com baixa imunidade (imunodeprimidos). As espécies que mais aparecem em Cuiabá são “amarelinho" (Tityus confluens), Tityus fasciolatus, Tityus mattogrossensis e Ananteris balzani. Na Baixada Cuiabana, além dessas espécies pode se encontrar a Bothriurus araguayae. Todos possuem veneno de toxidade baixa para os seres humanos, causando apenas dor variável e inchaço.

PREVENÇÃO CONTRA ESCORPIÕES – Uma das maneiras mais comuns dos escorpiões entrarem em contato com os humanos é invadindo as residências por meios dos canos de esgoto, local onde vivem as baratas. Os escorpiões penetram no esgoto em busca das baratas, que lhes servem como alimento, e daí entram nas casas por meio dos ralos dos banheiros ou da cozinha.

A recomendação é a vedação das tampas dos ralos, enquanto não for necessário seu uso. Outro local onde as baratas vivem, e onde os escorpiões podem ser encontrados, são as caixas de gordura das residências. Nesse caso a limpeza frequente dessas caixas de gordura pode evitar o perigo de ser picado por um desses animais.

SERPENTES - Existem quatro gêneros de serpentes peçonhentas (répteis que possuem veneno e um aparelho inoculador desse veneno, ou seja, presas): a Jararaca, a Cascavel, a Surucucu e a Coral Verdadeira.

A Jararaca é uma serpente que habita o Cerrado e regiões de matas ciliares e seu veneno é do tipo proteolítico. Sua picada provoca inchaço, vermelhidão, necrose do tecido e pode surgir hemorragia que pode levar à insuficiência renal e, consequentemente, a óbito. O único tratamento para a picada desse animal (como das demais serpentes) é o soro antiofídico. A vítima que sofrer um ataque por serpentes peçonhentas deve ser removida com calma do local do acidente (porque maior agitação faz com que o veneno se espalhe com mais rapidez) até uma unidade de saúde.

A cascavel tem como habitat o Cerrado, mas também frequenta áreas próximas a plantações de grãos. Essas plantações são locais de moradia de ratos e outros roedores, alimento preferido desse tipo de serpentes. Na zona rural, se houver ratos no interior de uma residência, pode acontecer de uma serpente invadir o local a procura de seu alimento favorito. Os ataques por parte de Cascavéis são em menor número do que os da Jararaca por um motivo: as cascavéis avisam, antes de atacar, tocando o seu famoso guiso.

O veneno da cascavel é neurotóxico, atacando o sistema nervoso central. Os sintomas externos são a paralisia dos membros. Sandra Lima disse que “a pessoa fica com cara de bêbado, motivo pelo qual se recomenda que não se dê bebida alcoólica a quem for picado por essa serpente, pois o álcool pode mascarar os sintomas do ataque. O veneno provoca paralisia da musculatura, microcoagulos do sangue e também insuficiência respiratória e renal, podendo levar à morte”.

A Surucucu ocorre com mais frequência na região Amazônica e é considerada a maior serpente venenosa da América do Sul, podendo chegar a 3,5 metros. O veneno da Surucucu é tanto neurotóxico como proteolítico. Sandra Lima disse que “é como se a pessoa fosse picada por uma Jararaca e uma Cascavel, ao mesmo tempo”.

A Coral Verdadeira é a serpente que possui menos registro de acidentes porque ela habita galerias subterrâneas e o interior de cupinzeiros. Outro fator que faz com que o número de acidentes causado por Corais seja pequeno é a localização muito recuada, dentro da boca do animal, do dente que inocula o veneno na vítima. Porém, se a Serpente conseguir picar um humano o acidente é de alto risco à vida, atacando o sistema nervoso central, e pode ser letal.

PREVENÇÃO CONTRA SERPENTES – A medida de prevenção mais comum para evitar acidentes que envolvam Serpentes é evitar os locais onde elas podem ser encontradas. Se tiver que adentrar o habitat das serpentes a pessoa deve calçar botas de cano longo, vestir calças compridas de tecido grosso e camisa de manga comprida do mesmo tipo de tecido. Em depósitos de grãos, por exemplo, os cuidados devem ser redobrados e os trabalhadores devem se movimentar sempre com muita atenção. Nos casos em que as pessoas sofram ataque devem procurar imediatamente ajuda médica na unidade de saúde mais próxima.

ARANHAS – Do início de dezembro até o fim de Janeiro é o período de reprodução da Aranha Caranguejeira (mygalomorpha) em Mato Grosso. No Estado existem ainda as espécies “Armadeira” (phoneutria sp), “Marrom Amazônica” (loxosceles sp), e a “Viúva-Amarela”. Embora de menor toxidade, a aranha Viúva-Amarela é do mesmo gênero da Viúva Negra e também pode provocar acidentes moderados, como formigamento no local da picada. O veneno da maioria das Aranhas Caranguejeiras não é tóxico para o homem. Entretanto, sua picada é dolorosa e seu pêlo pode causar irritação. A Armadeira é uma espécie agressiva que provoca dor intensa e imediata no local da picada.

As aranhas “Marrom Amazônica” não são agressivas e atacam se sentirem ameaçadas, mas a sua picada provoca, após 12 a 24 horas, o aparecimento de bolhas e escurecimento da pele (necrose) e o acidente é considerado de alto risco à vida. A sua identificação é fácil porque tem uma coloração marrom-avermelhada, com o abdômen em forma de azeitona. Mede cerca de 3 centímetros de comprimento total. Possui hábitos noturnos, vive em teias irregulares que tecem, podem ser encontradas em cascas de árvores, folhas, cavernas e dentro das residências preferem ficar escondidas atrás de quadros e móveis.

PREVENÇÃO CONTRA ARANHAS - Para prevenir e reduzir o número de acidentes com Aranhas algumas das recomendações são: manter limpa a casa e a área ao seu redor e, evitar lixo e entulhos que podem servir de abrigo para muitos desses animais, tapar frestas e buracos nas paredes, tapar ralos de pias e de banheiros, examinar calçados e roupas pessoais, de cama e banho antes de usá-las e não colocar as mãos em tocas, buracos ou ocos de árvores.

Nos sítios e chácaras, manter uma área limpa em volta da casa, sem mato e, quando for aos pomares, seguir as orientações dos hábitos desses animais, pois a maioria deles gosta de ficar em cascas de árvores, escondidos entre as folhas do solo, debaixo de pedras, em locais úmidos e escuros. Quem pratica eco turismo também deve se proteger usando calçados fechados como botas e tênis.

ARRAIAS – Em Mato Grosso existe a Arraia de água doce, um peixe que é parente do tubarão, e que também pode provocar acidentes em contato com os humanos. A arraia possui um ferrão na cauda que, uma vez que o animal se sinta ameaçado, pode ser usado e causa dor moderada na vítima, mas uma vez que a pessoa saia da água a dor é duplicada porque o veneno é ativado em contato com o oxigênio. No município de Nobres o animal aparece muito no rio Triste, mas foram registradas ocorrências em vários outros rios do Pantanal.

A Arraia de água doce não ataca. Os acidentes acontecem quando banhistas e/ou pescadores andam nos rios e pisam numa delas, o que é entendido pelo animal como um ataque. Para se defender ela usa o seu ferrão.

PREVENÇÃO CONTRA ARRAIAS - A recomendação de Sandra Lima é para que as pessoas não caminhem dentro d’água como se estivem andando fora dela. “Ao andar dentro dos rios as pessoas devem arrastar os pés, evitando assim pisar sobre a Arraia que, ao ver a aproximação do banhista, vai sair do local sem causar dano”.

ABELHAS – Ataques de Abelhas (Europa e Africana) também podem ocorrer em Mato Grosso. Uma vez que a pessoa tenha sido picada o melhor procedimento é procurar uma Unidade Básica de Saúde para receber os cuidados médicos necessários.

PREVENÇÃO CONTRA ATAQUES DE ABELHAS – No caso das Abelhas a melhor prevenção é não se aproximar da Colmeia. Uma vez que os ataques ocorrem nas regiões de floresta onde elas gostam de fazer sua Colmeia, estar protegido com botas, calças e camisas de manga comprida feita de tecido grosso, ajuda.

Sandra Lima avisou que, ultimamente, a lagarta Lonômia está aparecendo em Mato Grosso. “A primeira ocorrência de acidente envolvendo a Lonômia aconteceu em Chapada dos Guimarães, no ano de 2006. Um segundo caso foi registrado em 2007, numa Agrovila do município de Campo Verde. A ocorrência mais comum dessa lagarta é no Sul do País, mas ela está sendo introduzida em Mato Grosso”, disse a técnica.

De coloração marrom-esverdeada, a lagarta Lonômia gosta de ficar em grupo nos troncos das árvores, o que faz sua cor se confundir com o tronco. As pessoas desatenciosas colocam a mão ou se encostam ao tronco entrando em contato com as cerdas (espinhos) do corpo da lagarta que penetram na pele e jogam o veneno no corpo da vítima. O veneno da Lonômia pode causar hemorragia cerebral. A única prevenção se constitui em muita atenção ao andar em local de floresta.

“O mais importante em caso de acidente com um animal peçonhento é levar a vítima para uma unidade de saúde mais próxima de sua casa, o mais rápido possível. Se alguém for picado, por uma serpente, escorpião ou aranhas, não deve amarrar ou tentar sugar o veneno no local da picada, nem cortar, aplicar borra de café, sabão, fumo ou fazer qualquer outro tipo de intervenção sem fundamento, que pode ocasionar contaminação, necrose, amputações e até mesmo a morte da vítima. Em hipótese alguma se deve oferecer qualquer tipo de medicamentos, via oral, e/ou bebidas que contenham álcool. Este tipo de procedimento não ajuda em nada e só piora o caso,” reforçou a Técnica da SES/MT.

A Secretaria de Estado de Saúde possui, como uma de suas unidades desconcentradas, a Gerência de Núcleos em Apoio da Vigilância em Saúde Ambiental que presta informações e tira quaisquer dúvidas sobre acidentes com animais peçonhentos por meio do telefone 3661-2494. A recomendação é que no caso da pessoa picada por animais peçonhentos a primeira medida é tentar manter a vítima calma, lavar o local afetado com bastante água e sabão e, imediatamente após, levá-la a uma unidade de saúde.
Fonte: O Documento

Cientistas mostram interior de cobra digerindo um rato (vídeo)

Cientistas da Dinamarca mostraram pela primeira vez, por meio de exames de alta tecnologia, o interior de uma cobra enquanto ela realizava a digestão completa de um rato, como parte de um projeto de exploração da anatomia animal.

Os pesquisadores da Universidade de Aarthus, na Dinamarca, usaram a técnica de tomografia computadorizada em uma cobra píton birmanesa de 5 kg. Ela foi anestesiada para o exame uma hora depois de ter devorado um rato inteiro.

Os cientistas também usaram ressonância magnética para estudar os órgãos da píton enquanto ela digeria o rato. Com agentes contrastantes, os pesquisadores conseguiram destacar órgãos específicos, em cores diferentes.

A ressonância mostrou o lento desaparecimento do corpo do rato. Ao mesmo tempo, o intestino da cobra se expandiu, a vesícula biliar encolheu e o coração aumentou de volume em 25%.

Para os pesquisadores, o aumento no volume do coração da cobra provavelmente está ligado à energia que a píton precisa para digerir o rato.


Longa digestão

No total, a cobra precisou de 132 horas para digerir completamente o rato.

"Este é um predador que 'senta e espera'", disse Henrik Lauridsen, do Departamento de Zoofisiologia da Universidade de Aarthus. "Jejua por meses e então come uma grande refeição."

"(Cobras como a examinada) Podem comer o equivalente a até 50% de seu próprio peso e, para conseguir tirar a energia do alimento, precisam recomeçar o sistema intestinal muito rápido", afirmou.

Para os pesquisadores, o uso de tomografia e ressonância é mais vantajoso do que a dissecação. Os exames mantêm o animal vivo e os órgãos podem mudar, diminuir de tamanho, depois de sua morte.

"Podemos fazer (as análises) usando animais vivos e rever os resultados muitas vezes", disse outro pesquisador que participou da pesquisa, Kasper Hansen.


Os cientistas dinamarqueses já produziram imagens parecidas de outros animais, incluindo sapos, crocodilos e tartarugas.

O estudo com as imagens da cobra píton foi apresentado na Reunião Anual da Sociedade de Biologia Experimental, em Praga.

Fonte: BBC Brasil