Americana tenta matar cobra e bota fogo em casa

Segundo o Corpo de Bombeiros do Texas, Estados Unidos, o pânico de uma mulher resultou em um incêndio que destruiu grande parte de sua casa. A mulher, que não teve o nome divulgado, avistou uma cobra em seu quintal, em Bowie County, EUA.

Em uma reação desesperada, ela começou a jogar gasolina em um monte de galhos ressecados, onde o animal se escondia. Acontece que o fogo saiu de controle e acabou consumindo a casa. Antes dos bombeiros chegarem, o fogo acabou atingindo uma casa vizinha.

David Wesslehoft, chefe dos bomebiros, alerta para o perigo de colocar fogo para se livrar de um animal. Depois que o fogo foi contido, não encontraram vestígios da cobra queimada.
Fonte: Portal R7

Análise de veneno de cobra revela potencial para tratar hipertensão

Pesquisadores do Instituto Butantan, em São Paulo, descobriram 30 moléculas a partir do mapeamento de peptídeos no veneno de três espécies de cobras - a Bothrops jararaca, a Bothrops cotiara e a Bothrops fonsecai. Cinco desses peptídeos (compostos formados por aminoácidos e sintetizados por seres vivos) foram recriados em laboratório, passaram por testes em ratos e quatro deles apresentaram atividade anti-hipertensiva, o que dá a eles potencial para, no futuro, serem usados em medicamentos contra problemas de pressão arterial.

Os quatro peptídeos se somam a outros 13, entre os descobertos, que são da família dos potenciadores de bradicinina. Segundo a coordenadora do estudo, a pesquisadora Solange Maria de Toledo Serrano, do Instituto Butantan, este grupo de moléculas é conhecido há décadas por possuir efeitos sobre a pressão arterial. Pesquisas anteriores com peptídeos da mesma família deram origem a remédios contra a hipertensão - o primeiro deles a ser isolado do veneno da jararaca, nos anos 1960, levou à criação do remédio Captopril, por exemplo.


Análise profunda

"Fizemos uma análise profunda e extensa dos peptidomas [conjuntos de peptídeos] do veneno das três serpentes. Foi um estudo bioquímico de alto nível, do ponto de vista da complexidade do veneno", diz a pesquisadora. As análises foram realizadas no Laboratório Especial de Toxinologia Aplicada, no Butantan.

Solange ressalta que o objetivo do estudo não foi descobrir novas moléculas, mas descrever a complexidade do conjunto de peptídeos no veneno das três espécies de animais.

A pesquisa, que foi publicada na edição de novembro da revista "Molecular & Cellular Proteomics", é a mais profunda já realizada sobre peptidomas de veneno de serpentes, de acordo com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

No total, foram sequenciados 44 peptídeos, sendo que 30 eram desconhecidos. O estudo usou técnicas de bioinformática e de espectrometria de massas, método científico que identifica elementos que compõem uma substância e ajuda a obter informações sobre a estrutura de moléculas.

Uma das dificuldades foi fazer o sequenciamento dos peptídeos, já que faltam informações sobre a genética das serpentes e as cadeias de aminoácidos que compõem os peptídeos e proteínas destes animais.

"Como não se conhece o genoma completo de nenhuma espécie de serpente venenosa no mundo, então os bancos de dados não têm muitas informações sobre os peptídeos destes animais. Não se compara ao que existe em mamíferos", afirma Solange. A falta de dados dificultou identificar de forma automática as cadeias de aminoácidos, e muitas vezes foi preciso fazer o sequenciamento manualmente, ressalta a pesquisadora.

A pesquisadora ressalta que, ainda que venenos de cobras contenham moléculas com atividades biológicas interessantes, o trabalho não visa descobrir um novo medicamento, e que a descoberta das moléculas com características anti-hipertensivas representam apenas um potencial. Para chegar a um remédio, é preciso tempo e investimento em novos estudos, pondera.
Fonte: Portal G1

Lagartas se disfarçam de cobras para assustar predadores

Lagartas encontradas na Costa Rica 'se disfarçam' de cobras e de outros animais para amedrontar predadores, segundo um estudo publicado nesta semana pela revista especializada The Proceedings of the National Academy of Sciences.

De acordo com o estudo dos pesquisadores Daniel H. Janzen e Winnie Hallwachs, da Universidade da Pensilvânia, e John M. Burns, do Museu Nacional de História Natural do Smithsonian, centenas de espécies de lagartas e crisálidas de borboletas e mariposas apresentam olhos e escamas falsos, semelhantes aos de cobras e lagartos.

Segundo os pesquisadores, essas espécies evoluíram para explorar o instinto natural de animais, como os pássaros, de evitar predadores potenciais.

Eles acreditam que, sem tempo para checar se a ameaça é real ou não - sob o risco de ser "comido" se a ameaça for confirmada -, o pássaro foge assim que identifica os olhos ou as escamas.

Algumas espécies chegam ao ponto de "abrir" os olhos falsos quando o pássaro se aproxima ou de emitir um som semelhante ao de uma cobra.

As espécies foram todas encontradas e catalogadas na Área de Conservacão Guanacaste (ACG), nas florestas do noroeste da Costa Rica, por Jenzen e sua esposa, Hallwachs, nos últimos 32 anos.

Mais de 450 mil espécies foram estudadas na área de quase 124 quilômetros quadrados. O número de espécies apenas nesta região é equivalente ao de todas as espécies de mariposas e borboletas encontradas nos Estados Unidos.

Toda a área de conservação foi comprada com doações, e Janzen lembra que a única maneira de preservar essas milhares de espécies é preservando seu habitat.

Atualmente, os pesquisadores tentam reunir recursos para comprar uma área de 2,76 quilômetros quadrados em particular.
Fonte: Portal G1

Cadeia alimentar: aranha é flagrada comendo cobra na Austrália

O site australiano Cairns divulgou uma notícia um tanto quanto insólita. De acordo com a publicação, um de seus leitores conseguiu fotografar uma aranha tentando devorar uma cobra.

Ant Hadleigh, o autor das imagens, estava passeando por Cape York — região costeira da Austrália conhecida por suas florestas tropicais —, quando se deparou com os dois animais lutando. Hadleigh afirmou que a aranha, uma Golden Orb, conhecida por suas teias complexas e super-resistentes, atacou a cobra, uma arbórea-marrom nativa dessa região.

De acordo com o fotógrafo, a cobra — que tentou escapar do ataque diversas vezes — media aproximadamente meio metro e conseguiu sobreviver por mais de uma hora presa na teia até sucumbir ao veneno da aranha.
Fonte: Megacurioso

Confira o que o veneno de cobra pode fazer com o seu sangue [vídeo]

O vídeo abaixo mostra o que acontece quando uma única gota do veneno de uma cobra entra em contato com sangue. Aparentemente, se trata de uma víbora de Russell — Daboia russelii —, animal nativo da Ásia responsável por inúmeros incidentes todos os anos devido à sua presença frequente em locais povoados por humanos.

Não são todos os venenos que possuem a mesma ação que acabamos de ver. O veneno da víbora tem ação hemotóxica, fazendo com que o sangue se transforme em gelatina, literalmente, e em apenas alguns segundos.

Entretanto, para que todo o sangue do corpo sofra essa reação, seria necessária uma quantidade considerável da toxina, pois, na demonstração acima, a proporção de sangue para a quantidade de veneno aplicado é relativamente pequena.

Fonte: Mega Curioso

Ilha das cobras vai ser bombardeada com cadáveres de ratos envenenados

A ilha de Guam, nas Ilhas Marianas, vai ser bombardeada com múltiplos de cadáveres de ratos envenenados a fim de controlar a população de cobras, que tem mordido os habitantes e roído os cabos de alta tensão, cortando a energia no local.

Estas cobras da espécie Boiga irregularis, que podem crescer até aos três metros, têm provocado a miséria no pequeno território desde há 60 anos, depois de terem sido trazidas inadvertidamente por barcos da forças militares norte-americanas após a 2ª Guerra Mundial.

Agora, teme-se que estes espécimes apanhem boleia em aviões na base militar dos EUA rumo ao Havai, onde poderiam limpar a vida selvagem.

Como resultado, cientistas do governo norte-americano vão despejar cadáveres de ratos com veneno em torno da base aérea Andersen, que está rodeada de vegetação.

Os peritos estimam que existem dois milhões de espécimes da Boiga irregularis em Guam, dizimando a vida selvagem local, mordendo os residentes e até cortando a energia por via de danos aos cabos de alta tensão.

A maioria das espécies de aves nativas de Guam foi extinta devido às cobras, responsáveis por estragar a imagem de Guam como destino paradisíaco.

"Estamos a levar isto a uma nova fase", disse Daniel Vice, assistente director dos serviços de vida selvagem para Guam, Havai e Ilhas do Pacífico, do Departamento de Agricultura norte-americano. "Não há realmente nenhum lugar no mundo a ter problemas com cobras como Guam", acrescentou.

Estes répteis conseguem subir postes, paredes, fios, e esgueiram-se para dentro de casas, mordendo os habitantes. Embora usem sobre as presas veneno, este composto não é fatal para os seres humanos.

Os cadáveres de ratos que serão espalhados no local estarão recheados de acetaminophen, ingrediente activo presente em analgésicos, como o Tylenol.

Estes ratos mortos serão lançados de um helicóptero, à mão, um a um, a partir de Abril e até Maio, segundo a SkyNews.

Esta estratégia está a ser aperfeiçoada há mais de dez anos, com o apoio do Ministério da Defesa e do Departamento de Segurança Interna dos EUA.

Para impedir que os cadáveres lançados atinjam o chão, onde poderiam ser comidos por outros animais (que não as cobras), ou atrair insectos quando começassem a apodrecer, foi desenvolvido um sistema para os manter nos ramos das árvores.

Através de um sistema de flutuação, que envolve fios, os ratos mortos deverão manter-se ao nível do topo das árvores, onde as cobras habitam e se alimentam.
Fonte: Diário digital